

Para que o Brasil ouça
Do Norte ao Sul, o grito da terra ecoa,
Um país de muitas cores, dores e cantos, Onde a esperança pede voz que perdoa E o amor consola os corações quebrantados. Se ninguém for falar, como crerão na promessa? Se o mensageiro se calar, quem ouvirá? Enquanto o mundo corre com tanta pressa, Há corações esperando a paz chegar. Desde os tempos dos pioneiros na fé, Quando em 1907 a semente brotou, Homens e mulheres firmaram o pé, Guiados pela luz que o alto enviou. Bagby e Crispiniano abriram o caminho, Mostrando que a fé se faz ao caminhar; Hoje a colheita não nos deixa sozinhos, Há um Brasil inteiro pronto para mudar. Nas curvas lentas dos rios do Norte, Onde a mata abraça o céu em solidão, Vive o ribeirinho sem forte amparo e suporte, Esperando quem traga a Palavra e o pão. Os barcos missionários cruzam a correnteza, Levando o cuidado e o abraço do Criador, Para que sintam, com toda a certeza, Que Cristo é paz, refúgio e Salvador. Nas aldeias distantes, de alma profunda, Onde o vento sussurra entre as árvores do chão, Há povos cuja história o tempo não inunda, Esperando ouvir a canção da redenção. O indígena escuta em sua própria língua O Deus que abraça o mundo com tanto amor, Que afasta o medo, renova e abriga, E confirma na cruz o seu real valor. Sob o sol forte que abrasa o sertão, Onde a terra rachada pede a chuva cair, O sertanejo caminha com fé no coração, Buscando no suor forças para o porvir. E ali os passos firmes semeiam no chão A água viva que nunca vai secar, Fazendo brotar no seco o perdão E uma igreja viva que vai despertar. Há quem não ouça o som das multidões, Mas sente a vida com o olhar e o sentir, Buscando a graça sem barreiras ou senões, Querendo a paz do Pai dividir. As mãos dos missionários conversam no ar Em gestos de luz, abraço e comunhão; O surdo aprende o que é amar E canta com as mãos a sua salvação. De longe, feridos pela guerra e a dor, Chegam passos de quem teve o lar perdido, Trazendo no peito o pranto e o temor, Mas achando aqui um abraço acolhedor. A Vila Minha Pátria abre a porta e abraça, Mostrando um amor que acolhe o irmão, Para que o refugiado encontre graça E ganhe de novo a reconstrução. Nas ruas e vielas de pedra e cinza, Onde a infância perde o encanto e a cor, Crianças caminham onde o perigo avança, Precisando de abrigo, carinho e amor. Mas o Programa VIVER estende a mão, Cuidando do corpo, ensinando a sonhar, Mostrando que a graça traz redenção E pode a infância vulnerável resgatar. Pelos caminhos do vento e da estrada, Onde a tenda se ergue sob o luar, Vive o povo cigano na caminhada, Muitas vezes sem ver ninguém parar. Mas o amor missionário chega bem perto, Senta-se à mesa, traz luz e calor, Mostrando que há um caminho certo E um Deus que a todos tem por valor. Nos quilombos de força, garra e raiz, Onde ecoa a voz de quem resistiu, O povo clama por dias de paz, Por vida e justiça em nosso Brasil. A mensagem da cruz chega sem desamor, Erguendo a comunidade com dignidade e união, Curando feridas, tirando a dor, Trazendo esperança e libertação. Nas ruas cinzentas onde a dor faz refém, A Cristolândia estende as mãos para salvar; Carretas de amor vão além, Levando saúde e o Evangelho a proclamar. E pelas ondas da rádio, a todo instante, A verdade ecoa de ponta a ponta, Para que o Brasil ouça vibrante Que a única resposta é Jesus, que nos aponta. E como pregarão se não houver envio? O eco desse chamado ressoa no altar; Igrejas, levantem o olhar e o brio, Unidas na oração para o mundo abraçar! Com ardor no peito e amor no olhar, Gritemos juntos, de norte a sul: Para que todo o Brasil possa escutar!
Iotabê
Enviado por Iotabê em 13/09/2026
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